Usando a arquitetura expositiva como um medium que dialoga com projeções de vídeo, o artista dinamarquês Jesper Just transforma a Galeria Oval num par de espaços emocionais habitados por personagens fugazes que refletem a condição humana na era presente, numa intervenção site-specific. Através do som, de estruturas construídas e da desconstrução de imagens em movimento, o artista altera a perceção e a fisicalidade dos espaços de exposição, obstruindo o fluxo habitual dos visitantes do Museu. Esta abordagem performativa obriga o visitante a ajustar-se a condições inesperadas, testando ideias de agenciamento, de autoconsciência e dos limites do corpo.
A exposição foi inaugurada no passado dia 15 de maio e estará patente no MAAT até ao próximo dia 2 de setembro de 2019.
Jesper Just é um artista dinamarquês que vive e trabalha em Nova Iorque. De 1997 a 2003, estudou na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes.
Jesper Just usa uma mistura de múltiplos canais de vídeo, instalações sonoras, performances ao vivo e intervenções arquitetónicas como veículos para criar trabalhos que abordam questões contemporâneas complexas. Tem trabalhos em mais de vinte e cinco coleções de museus internacionais, como o Museu Guggenheim de Nova Iorque, a Tate Modern em Londres e o MoMA Museum of Modern Art, em Nova Iorque.